6 dúvidas comuns a respeito da umidade no barco. Veja

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Umidade? Só debaixo do casco! Se a umidade do ar dentro do barco ficar acima ou abaixo de certos limites, tende a afetar a saúde dos tripulantes. E, também, dos equipamentos.

O excesso de umidade a bordo dos barcos costuma causar manchas de bolor, cheiro de mofo e o aspecto de cabine mal cuidada. Mas isso é o de menos.

Bem mais sérios são as eventuais reações alérgicas que a umidade pode causar nas pessoas e os problemas no funcionamento dos equipamentos do barco. Exagero? Então, confira as respostas para as dúvidas mais comuns sobre o assunto.

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1. Qual o melhor índice de umidade do ar para o conforto das pessoas na cabine de um barco?

Uma umidade relativa do ar (UR) entre 40% e 70% é ideal para o ser humano. Abaixo de 40%, pode provocar problemas no sistema respiratório. Acima de 70%, leva à sensação de “abafamento”, o que é mais frequente nos barcos.

Neste caso, a temperatura corporal diminui e o organismo passa a gerar mais transpiração, aumentando a sensação de desconforto.

2. O que, afinal, a UR mede?

A UR indica quanto de vapor de água está no ar. Ela tem de ser calculada para cada temperatura específica. Quanto mais quente o ar, mais vapor de água pode estar misturado nele.

Com uma UR de 100%, começa a condensação do vapor, formando aquele “suor” sobre os objetos ou uma espécie de névoa. Isso ocorre tanto quando há calor demais quanto frio demasiado.

Por exemplo: num calorão de 30 graus Celsius, se houver 26 gramas de vapor de água misturado a 1 quilo de ar, a UR atingirá 100%. Já num frio de 10 graus, ela chegará a este índice com apenas 8 gramas de vapor.

3. Usar o ar-refrigerado diminui a umidade relativa do ar na cabine?

Sim, e muito. Quando o ar da cabine estiver a 30 graus e com uma UR de 80%, haverá 21 gramas de vapor por quilo de ar. Mas, tão logo este ar passe por aparelhos de ar-refrigerado, diminuirá para 10 graus.

Como, nesta nova temperatura, só pode haver 8 gramas de vapor de água, 13 gramas de vapor irão se condensar dentro do aparelho e sair pelo dreno. Ou seja, cada vez que for filtrado pelo ar-refrigerado, o ar perde parte substanciosa da sua umidade.

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4. A umidade relativa do ar também pode prejudicar os equipamentos?

Sim. E bastante. Quando a umidade está elevada, pode provocar a condensação do vapor de água no interior dos equipamentos, causando curtos-circuitos, mal-contato ou correntes de fuga, que são capazes de levar a danos irreversíveis.

Os equipamentos mais sensíveis a esses efeitos são aqueles não previstos para uso náutico, como tv, dvd, blu-ray e micro-ondas. Já o oposto, ou seja, a UR baixa demais, tende a causar o acúmulo de eletricidade estática no corpo humano (aquela que nos faz tomar “choques” ao encostar em algo) e, se ela for descarregada num equipamento, poderá danificá-lo seriamente.

5. Esterilizadores e secadores de ar funcionam?

Esterilizadores não alteram a UR do ar. Só eliminam fungos, bactérias e resolvem o problema dos mofos e ácaros. Já os secadores podem, sim, operar como os ar-refrigerados, fazendo o ar passar por compostos químicos que absorvem a umidade.

Alguns destes compostos têm um prazo de validade. Outros, como a sílica gel, contam com a vantagem de serem reaproveitados, por meio de um aquecimento, que elimina a água absorvida.

6. Proteger os equipamentos com capas plásticas ajuda contra os efeitos da umidade?

Depende. Para se ter uma proteção realmente eficaz contra a umidade do ar, a capa deve impedir qualquer circulação de ar no equipamento. Se isolar o aparelho apenas parcialmente, pode ter o efeito contrário, por acumular ainda mais umidade e impedir que o ar exterior, mais “seco” que dentro, passe por ele. Se não tiver certeza se a capa é realmente estanque, melhor não cobrir os equipamentos.

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