Tradicional regata carioca terá grandes nomes em sua 53ª edição

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Foto: Divulgação

Está confirmada, entre os dias 17 e 18 de agosto, a disputa da 53ª edição da Taça Rei Olav, nas águas da Baía de Guanabara e ilhas próximas, no Rio de Janeiro, com sede e organização no Iate Clube do Rio de Janeiro.

O evento é um dos mais tradicionais do cenário carioca e nacional e nos Veleiros de Oceano, com supervisão da ABVO, Associação Brasileira de Veleiros de Oceano, terá as disputas das categorias ORC, IRC e BRA RGS (A e B) com largadas sempre às 12h. A previsão é de até duas regatas por dia.

A Taça Rei Olav foi criada em 1967 em homenagem ao Rei Olav V que foi medalhista de Ouro em 1928 nos Jogos Olímpicos de Amsterdã, na Holanda. Ele se tornou Rei da Noruega entre 1957 até 1991, um dos mais populares daquele país, com presença constante no Brasil.

Um dos precursores do evento foi Erling Lorentzen, empresário norueguês radicado no Rio de Janeiro e genro do Rei Olav que se destacou no barco Saga, um dos mais competitivos e vencedores da competição. Seu filho, Haakon Lorentzen, também membro da família real norueguesa, é um dos destaques na edição da Taça Rei Olav com o barco Duma, de 36 pés.

“Perdi a conta de quantas vezes participei da Taça Rei Olav e tenho medalha de todas as cores. Meu avô adorava a vela. Ele já participou, veio ao Rio timoneou o Saga na competição. O ICRJ sempre organiza boas regatas e tenho a impressão que os velejadores apreciam a tradição e as medalhas específicas deste campeonato. Espero que tenhamos alguns percursos fora da Baía de Guanabara”, destaca Haakon que chegou a ficar entre os líderes do Brasileiro ABVO deste ano realizado em Búzios (RJ).

Outro participante de peso é um dos dinossauros da vela de Oceano, Pre Braile, de 76 anos. Ele começou a velejar aos 15 anos, disputou campanha Olímpica em 1964 e na segunda edição da Taça Rei Olav, em 1968, velejou com o Rei Olav no Saga.

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“Rei Olav era sogro do Erling Lorentzen que era dono do Saga, barco que eu fazia parte da tripulação, quando ele veio ao Brasil,o Erling convidou para velejar a regata era nós mais o comodoro da época do Iate Clube do Rio de Janeiro, o Carlos de Brito,fizemos a regata. Foi normal, ele só falava norueguês e inglês, ele foi no Leme, não tinha esquema de segurança, nada, na época não tinha isso, algo que seria necessário hoje em dia para um Rei.  Foi uma regata de oceano que montava uma bóia de naufrágio do navio Madalena na barra, saindo da Baía de Guanabara, umas duas milhas”, lembrou Pre Braile.

“Depois quando velejar de Soling tive a oportunidade de conhecer o Iate Real na Noruega em 1970, fui correr o Campeonato Europeu e fomos convidados para conhecer o barco dele e ir à bordo do barco dele”, seguiu Braile que tem mais de 60 anos velejando disputando cerca de 40 regatas Santos-Rio, quatro Buenos Aires-Rio, além de eventos pela Europa e Caribe. Ele foi entre 1979 e 1981 o comodoro da ABVO alavancando a Associação e a organização de eventos de Veleiros de Oceano no país.

Para esta edição, Pre Braile fará parte do rápido barco Sorsa na categoria ORC onde vai buscar o Fita Azul e ficar entre os primeiros colocados.

“Competiremos na ORC, o Sorsa não mede bem, normalmente somos Fita Azul, mas agora temos o Khrisna Pajero e o Crioula que costumam ser mais velozes nos ventos folgados , balões sem pau de spinnaker, tem performance muito boa , Sorsa é um barco mais antigo , trabalhamos mais com jibe, normalmente perdemos nos ventos mais folgamos, nossa expectativa é ser fita azul e lá nas cabeças, primeiros lugares. Ganhamos com o Saga que era super competitivo”.

A 53ª edição da Taça Rei Olav tem presença confirmada do barco Tangará II de Lars Grael, medalha de Bronze nos Jogos Olímpicos de 1988 e 1996: “Prestigiarei a Taça Rei Olav primeiro pelo respeito à família Real Norueguesa e depois pelo respeito ao amigo Erling Lorentzen que é o elo entre a vela de Oceano do Brasil e a família real Norueguesa, Erling é uma lenda da vela nacional através do veleiro Saga. Feliz por ver que a regata virou uma Taça com um final de semana ganhando força na vela fluminense e participarei no meu barco de cruzeiro Tangará II. Competirei pela primeira vez na regra IRC com velas de dacron antigas, um grupo de amigos, sem a menor ambição de resultados, mas em busca em uma boa tripulação nas regras da ABVO para uma boa competição desse nível”, disse Grael.

Em conjunto com a premiação da Taça Rei Olav serão premiados o barco do ano de 2018, o Bravíssimo, do Espírito Santo, além dos três melhores nas demais categorias da Copa Brasil da temporada passada. Na IRC o Rudá, de Santos,  foi o campeão seguido do  Asbar IV e o Asbar II. Na ORC o campeão foi o Bravíssimo, seguido pelo Maestrale do Rio de Janeiro e o Crioula 29. Na RGS o melhor foi o Zeus, seguido pelo Dorf e o Sargaço. Nos Clássicos, o Madrugada levou o troféu de campeão seguido pelo Aries III e o Brazuca. E na Mocra, o Aventureiro 3, de Pernambuco, foi o melhor seguido pelo Seu Gugu e o Odara, ambos da Bahia.

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