1 000 km de jet do Rio a Floripa: grupo de amigos em nove máquinas Sea-Doo chega a Itanhaém

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Seis horas e 175 km depois de deixar Ilhabela na manhã da última quarta-feira, 3 de março, o grupo de amigos que protagonizam uma ousada expedição entre o Rio de Janeiro e Florianópolis — a bordo de nove jets Sea-Doo e dois catamarãs infláveis de apoio — chegou a Itanhaém, no litoral Sul de São Paulo, concluindo a terceira perna da viagem.

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“Foi uma jornada prazerosa, sem em sustos nem obstáculos inesperados. O mar estava excelente para navegação, o que permitiu ao grupo manter uma velocidade acima do esperado, com média de 41,2 km por hora”, conta Leandro Ibagy, um dos líderes do grupo, chamado Rotas e Rodas Marítimo, que fez apenas uma parada de reabastecimento, no Iate Clube de Santos, no Guarujá, e depois seguiu em frente.

Tem sido assim desde que a expedição, inédita, se iniciou, na manhã de sexta-feira, 26 de fevereiro: só parar para os reabastecimentos. É que para os participantes da travessia não há tempo para explorar os lugares mágicos que ficam pelo caminho.

A despeito cortar o mar sem pressa — por estar fazendo duas coisas que tanto gostam: navegar e viajar — o grupo de 15 amigos precisa chegar em Florianópolis dia 6 de março. Ao longo do trajeto, estão programados apenas os pit stops técnicos.

Ainda assim, de acordo com os participantes, a viagem está valendo cada minuto passado em cima do jet, porque só curtir aquelas paisagens já enche os olhos — e dá um prazer danado. São praias, canais e ilhas próximos da perfeição.

Além disso, logo após uma longa travessia, como de Ilha Grande a Ilhabela, e desta a Itanhaém, há um dia livre para explorar a região. A maior dificuldade, nessas horas, é saber para onde apontar a proa do jet, porque as opções são muitas. E tudo é deslumbrante.

Para os jets, por sua vez, cruzando águas de todos os tipos e aguentando qualquer tranco, travessias como essas são o melhor teste de durabilidade, confiabilidade e eficiência mecânica.

Para quem alimenta o sonho de participar de uma expedição como essa, Leandro Ibagy tem uma avaliação estimulante: “Se os jets estiveram com a manutenção em dia, a equipe bem treinada e houver uma boa logística, vá sem susto!”

Alguém falou em logística? Sim! Para o sucesso de uma jornada como essa, um bom o planejamento é fundamental. O grupo Rotas e Rodas Marítimo tem um mapa detalhado de cada passo da expedição. No trecho entre Angra dos Reis e Ilhabela, por exemplo, foi necessário apenas uma única parada de reabastecimento, em Ubatuba, ao completar 115 km navegados, quando os tanques dos nove jets receberam 5 litros de combustível cada, o suficiente para chegar com segurança em Ilhabela.

Entre Paraty e Trindade fica a Ponta da Juatinga, o nosso Cabo das Tormentas, que o grupo, de acordo com Leandro, cruzou sem sustos. “O mar estava um pouco agitado, mas nada que nos trouxesse complicação. Os cascos Sea Doo são bem projetados e permitem uma navegação segura e confortável”, diz ele.

Outro detalhe importante são os acessórios. “Nossos jets estão equipados com GPS Garmin. Sem contar as ótimas caixas de som, que permitem curtir o passeio ouvindo seu melhor play list”, destaca Leandro.

Na precisão do GPS, no trecho entre a Ilha Grande e Ilhabela, os nove jets percorreram 174,4 quilômetros e completaram a travessia em 5h34min.04seg., o que resulta em uma relaxante média de 31,3 km/h — velocidade perfeita para curtir o passeio, numa autêntica jet-terapia.

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