Termina primeira etapa da Copa Suzuki, em Ilhabela

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Aline Bassi

Apesar da previsão de forte chuva e pouco vento, o domingo, 19, em Ilhabela, foi, ao contrário, um dia agradável de regatas com um tempo quente e de ventos moderados, embora nublado. Foi neste cenário que a Copa Suzuki realizou as duas últimas regatas para as classes HPE e C30 e a última para as classes RGS e IRC.

“Foi uma boa etapa, sem dúvida. 28 barcos, boas regatas. Apesar do tempo chuvoso deste final de semana. Valeu porque pudemos testar o gate na raia de HPE, vimos que a IRC teve regatas bastante equilibradas, e que os RGS também participaram, em disputas próprias em cada classe, o que é muito bom”, analisa Cuca Sodré, diretor técnico do evento.

A classe dos veleiros mais velozes, a C30, teve como vencedora a equipe Caiçara, de Marcos de Oliveira Cesar, com 12 pontos acumulados. Apenas quatro à frente do Caballo Loco, de Mauro Dottori. Em terceiro, o +Realizado, de José Luiz Apud, com 23.

Juan de La Fuente, trimmer do C30 Caiçara, lembra a importância das etapas da Copa Suzuki até como um preparativo para a Semana de Vela de Ilhabela, e comenta que “foi um campeonato com dois finais de semana muito diferentes. O primeiro com vento sul, dentro do canal, tempo bom e este com chuva e regatas fora do Canal. É legal, porque a C30 é uma classe muito disputada e a gente conseguiu superar os demais. Estamos começando o ano e nosso objetivo é melhorar, inclusive na próxima etapa, que precede a Semana de Vela, justamente para nos colocarmos melhor nesta competição”, lembra.

Na HPE, a etapa marcou o fim da hegemonia do Ginga, que ficou em segundo lugar, cedendo a tradicional 1ª colocação com a qual estava acostumado para o Repeteco, de Fernando Haaland, que acumulou 14 pontos, um a menos do que o Ginga. Em terceiro, o Dom, de Pedro Lodovici, com 28 pontos acumulados.

Eduardo de Souza Mateus, comemora o entrosamento da equipe Repeteco. “Acho que o entrosamento da equipe foi um fator importante para a nossa vitória. Acertamos as manobras, tivemos boas velejadas contra uma equipe que, afinal, é muito forte”, conclui.

Para Vicente Monteiro, da equipe Ginga, o mérito da vitória é todo da tripulação do Repeteco. “Tivemos nossos erros, mas isso não tira o mérito do pessoal (do Repeteco) que velejou muito bem”, disse.

A equipe do veleiro Hélios II, de Marcos Lobo, conquistou o primeiro lugar da RGS, com 10 pontos acumulados. Com 17 pontos, o Mystic, de Carlos Gerevine, ficou com a 2ª colocação. Por fim, em terceiro, com 23 pontos acumulados, o BL3, de Clauberto Andrade.

“Foi uma etapa bastante legal, o tempo ajudou bastante velejadores, afinal é o que a gente espera”, comemora Marcos Lobo, do Hélios II.

Na classe IRC cuja flotilha teve um upgrade nesta primeira etapa, contando com dez barcos competindo, o primeiro lugar foi conquistado pelo Maria Preta, de Mário Buckup, com 5 pontos, seguido do Orson, de Carlos Eduardo Souza e Silva, com 10 pontos e com o Zorro, de Gonçalo Sá, na terceira colocação, com 11 pontos.

Para o campeão mundial e duas vezes medalhista em pan-americanos na classe Ligtning, Mário Buckup, tático e timoneiro do Maria Preta, a etapa foi muito disputada e o incentivo à uma flotilha medida na IRC traz um componente a mais de dedicação, pois “as regras são “caixa preta”,  ou seja, a gente não pode mexer nelas o que torna a flotilha mais justa, é uma regra moderna que proporciona regatas mais disputadas, tanto que alternamos resultados com o Zorro por questão de segundos”.

A cerimônia de premiação das equipes aconteceu na tarde deste domingo, no Yacht Club de Ilhabela. O evento terá ao todo quatro etapas em 2017. O próximo encontro será nos dias 27 e 28 de maio e 3 e 4 de junho, etapa que precede a Semana de Vela de Ilhabela.