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Revista Náutica ::. Semana de Vela de Ilhabela 2008

SEXTA, 11 DE JULHO DE 2008 - 20h58

Para não dizer que não faler das flores...

Marcio Dufranc
O lado mais fotogênico da nossa equipe...
Pois é... Ilhabela não é só na água. E nossa equipe não é só um bando de marmanjo feio. A parte mais bonita do nosso time fica aqui na entrada do Yacht Club de Ilhabela. Tem degustação de revistas, brinde e a divulgação do Espaço dos Desejos, a área de luxo do São Paulo Boat Show.

POR ANTONIO ALONSO JR
SEXTA, 11 DE JULHO DE 2008 - 20h33

Ilhabela-Noronha?

Antonio Alonso Jr
Alexandre, Ricardo e Márcio, o trio que me acompanhou na regata desta sexta-feira
A regata desta sexta-feira, com vento fraco de leste, não teve as mesmas colisões que a de quinta, mas em compensação, recebemos a visita de Alexandre Almeida, que você vê na foto aí à esquerda do Ricardo e do Dufranc. Alexandre é o coordenador de marketing da Refeno deste ano, e está aqui junto com o diretor de vela Torpedinho para já agitar a Recife-Noronha (que larga 27 de setembro).

Ex-campeão pernambucano de Laser, Alexandre agora virou cartola. E promete novidades para a Refeno 2008. Além do blog (que já está no ar), ele e Torpedinho estão prometendo muitas novidades, além da arquibancada montada no Marco Zero, para a largada.

É ficar de olho e esperar. Logo mais vem outro hotsite por aí.

POR ANTONIO ALONSO JR
QUINTA, 10 DE JULHO DE 2008 - 18h49

Churrasco na raia

Marcio Dufranc
Sacanagem...
Ninguém me atrapalhou mais hoje na raia do que a simpática galera do Oulalá. Depois de três horas na água fotografando barcos e vendo regata, o cheiro do churrasco que essa galera faz (o tempo todo, da pré-largada à comemoração) a bordo, é de fazer inveja.

E o pior é que eles já criaram até um prato especial em Ilhabela. Foi o "risoto de camarão à Alcatrazes". Se eles já fazem essa festa na regata de barla-sota, imagina o que eles conseguem fazer em uma regata de longo percurso.

POR ANTONIO ALONSO JR
QUINTA, 10 DE JULHO DE 2008 - 18h18

Um dia de colisões

Marcio Dufranc
Saravah e Suduca se chocam na largada. Clique na imagem para ver mais fotos
Tudo bem que a batida que você vê aí na foto de cima não foi nada comparada com aquela que afundou o casco do Matador (atual Touché) a meia-nau dois anos atrás. Mas a colisão entre Saravah e Suduca rendeu uma nada bela cicatriz na proa do primeiro. Depois do susto inicial (e dos gritos de praxe), ambos seguiram na regata, com o Saravah protestado. Logo que terminou a prova, o comandante Pierre, do Saravah, fez questão de ir até o Suduca pedir desculpas pelo acidente.

Mas esse não foi o único enrosco desta quinta-feira. Na outra raia, montada mais ao norte do canal de São Sebastião, o Cobra d´Água se viu no meio de um verdadeiro sanduíche com outros dois barcos. Tudo registrado pelas lentes do nosso fotógrafo, Márcio Dufranc. Clique nas imagens para ver mais fotos.

Marcio Dufranc
O Saravah acabou ficando com uma cicatriz feia na proa. Clique na imagem para ver mais fotos


E a batida na outra raia...
Marcio Dufranc
O Cobra d´Água acabou entrando em contato com dois barcos em uma montagem de bóia. Clique na imagem para ver mais fotos


Clique nas imagens para ver a seqüência completa

POR ANTONIO ALONSO JR
QUARTA, 09 DE JULHO DE 2008 - 19h30

O tripulante que virou saquinho de chá

Marcio Dufranc
Clique sobre a imagem para ver a seqüência de fotos
O Béneteau Ventanero está liderando a classe 40.7 e também a ORC Internacional 600, mas ele chamou a atenção na raia hoje por dois outros fatos curiosos. O primeiro foi o batizado de um tripulante, que "cavalgou" na retranca antes da largada. O segundo, captado somente nas fotos de Marcio Dufranc, foi o tripulante que caiu na água, jogado pela genoa durante uma cambada. "O mais engraçado foi que o Renato Cunha, comandante do barco, nem viu que ele tinha caído. De repente, o Renato olha pro lado e pergunta: `você está todo molhado, o que aconteceu´?", contou Ricardo Ermmel, trimmer do balão do Ventanero. O coitado do tripulante, que caiu na água e voltou, como um saquinho de chá, virou piada.

Clique sobre a foto acima para ver a seqüência completa ou clique aqui para ver todos os álbuns.

POR ANTONIO ALONSO JR
QUARTA, 09 DE JULHO DE 2008 - 18h15

O mais veloz da raia

Marcio Dufranc
O Marinheiro Ricardo, Ernani e eu. Clique na imagem para ver o álbum com 370 imagens de quarta-feira.
Depois de quase 1000* horas de uso heavy-metal, o SR 760 da Náutica ganhou motor novo. E eu recebi ele aqui em Ilhabela nesta quarta-feira. Não há nada como um inflável grande e veloz como esse para acompanhar uma regata. Eles são ágeis, estáveis, confortáveis e sujam muito pouco o vento dos velejadores. Mas de brinde, junto com o inflável, eu ganhei também uma visita do chefe, Ernani Paciornik. E não é que ele se empolgou? O baixinho não só fez questão de dar a opinião em cada clique do fotógrafo, como também quis ficar no timão o inflável do começo ao fim da regata. "Tá pensando o quê? Eu também fazia isso que você faz, Olimpíadas, America´s Cup... onde tinha regata, lá ia eu", contou Ernani como resposta aos meus olhares desconfiados. "Esse barco ganhava tudo antigamente [falando do Cangaceiro]" ou "Olha que coisa linda esse veleiro [do argentino Matrero]" foram alguns dos comentários saudosistas que eu ouvi a bordo do Nautica V. Comentários de tempos em que a revista não tinha estrutura quase nenhuma, e ainda assim o Ernani conseguia sempre se enfiar nas regatas. No final, o passeio rendeu quase 400 fotos da regata desta quarta-feira e algumas imagens simplesmente sensacionais, como a seqüência do tripulante do Ventanero que caiu na água em uma montagem de bóia.

*informação atualizada pelo mecânico do barco

POR ANTONIO ALONSO JR
TERÇA, 08 DE JULHO DE 2008 - 00h42

Por dentro do Mitsubishi

Antonio Alonso Jr
Você sabia que o Mitsubishi tem até um kit de costura? Clique na imagem para ver mais fotos
A segunda-feira foi dia de descanso na Semana de Vela de Ilhabela. Mas nem para todo mundo. E eu não estou falando do show com direito a churrasco e canoa de cerveja que rolou no Yacht Club, mas sim de treino de verdade. Na classe HPE, por exemplo, o favorito Bond Girl, que terminou Alcatrazes mal, na 12ª posição, voltou para a água para mais treinos e acertos. Já a tripulação vencedora da primeira regata, no Vento II, decidiu tirar a segunda de folga depois da ótima atuação.

Mas a bordo do Mitsubishi, a rotina foi um pouco diferente. Parte da tripulação, incluindo os velejadores olímpicos André "Bochecha" Fonseca, Rodrigo "Leiteiro" Duarte (49er) e Samuel Albrecht (470), levou um grupo de jornalistas para uma velejada a bordo da mais respeitada máquina de regatas do Brasil. É claro que eu não fiquei de fora.

O Mitsubishi impõe respeito logo de cara, pelo tamanho enorme. Mas nem sempre isso é uma vantagem. Esse Judel Vrolik de 57 pés já correu outras duas Semanas de Vela em Ilhabela. Nem na primeira, sob o nome de Asa Alumínio, nem na segunda, já como Mitsubishi/Gol, o barcão conseguiu ser páreo para veleiros com rating melhor que o dele. Depois de um ano nas mãos de Eduardo Souza Ramos, o Mitsubishi agora é outro. Neste ano, eles já venceram as duas competições mais importantes do calendário: Circuito Oceânico de Santa Catarina e depois a Semana de Búzios. Em Ilhabela, começaram mal, com um sexto lugar na Regata Alcatrazes por Boreste, mas mesmo assim ninguém teve coragem de culpar o barco. "O pior é que saímos contentes com o resultado. Sabemos que velejamos bem. Mas a condição dessa regata foi muito ruim para nosso tipo de barco", contou Bochecha (saiba mais sobre isso no post "Velejando em um campo minado", neste blog).

A tripulação nos recebeu uniformizada, dos pés à cabeça. "Mas os tênis nós só estamos usando aqui porque essa é uma velejada para tirar fotos. Nas regatas, cada um usa seu calçado preferido. A segurança vem antes da moda", conta um dos tripulantes. O Mitsubishi precisa de 16 pessoas para velejar em regata. Eles são navegadores, táticos, trimmers (que fazem a regulagem das velas), proeiros e - é claro - o timoneiro e o comandante. Até o peso deles é controlado rigorosamente. "Um mês antes da regata, eu mando um aviso, dizendo o peso exato que cada um deve ter", conta o proeiro Pablo Lynn, que também é uma espécie de gerente da tripulação.

Antonio Alonso Jr
Os convidados também puderam (e tiveram) que botar a mão na massa. Clique na imagem para ver mais fotos
"O Eduardo [Souza Ramos, dono e comandante do barco] está sempre querendo o melhor desempenho, buscando os melhores equipamentos, modificando o barco... e para isso a tripulação precisa estar comprometida também", completa Pablo. E, desde que adquiriu o barco no ano passado, numa troca com o Asa Alumínio, que ficou com um Botin & Carkeek 47 que Souza Ramos tinha construído no Brasil, o novo Mistubishi não parou de receber modificações. A bordo do barco, nós ficamos impressionados com a facilidade com que o balão muda de lado nas cambadas. "Tiramos o pau de spinnaker e colocamos um gurupés (aquela prolongamento que sai da proa do barco, parecendo um chifre). Isso teoricamente deixa o barco mais lento, mas também nos dá uma melhoria no rating. Achamos que está dando certo", conta Samuel Albrecht. Quem (como eu) ficou na proa do barco durante os jibes com o balão, só percebeu mesmo a vela mudando de um lado para o outro, mais nada. Não há mais aquela correria com o pau de spinnaker par ser levado de um lado para o outro e encaixado novamente. É como um jibe de genoa comum.

Os fotógrafos a bordo tiveram sorte melhor que a minha. Dois deles puderam subir no mastro do Mistubishi. Quando o vento aumentou, encerraram-se as excursões à parte mais alta do barco. Minha opção foi fazer o caminho inverso: entrei onde ninguém mais tinha ido: o cockpit. Primeiro, porque fui um dos responsáveis por guardar o balão que descia na proa. Mas depois resolvi dar uma olhada no interior negro do veleiro. A cor preta lembra muito os veleiros de regata de volta ao mundo, como o Brasil 1. O Mitsubishi tem até um pequeno banheiro e quatro camas, usados nas regatas mais longas. Mas o que mais me chamou a atenção foi um curioso "kit de costura", usado também em regatas grandes, para consertar alguma vela que tenha rasgado.

Clique nas imagens, ou aqui para ver o álbum com as fotos feitas dentro do JV 57 Mistubishi.

POR ANTONIO ALONSO JR
SEGUNDA, 07 DE JULHO DE 2008 - 20h30

No Bico de Proa, mas velejando como o Mitsubishi

Rogério Piccinin
A tripulação do Devaneio, animada para a largada. Clique na imagem para ver o álbum completo
E não foi só o Mistubishi que velejou em campo minado na Regata de Longo Percurso da Semana de Vela de Ilhabela. Nosso colaborador Rogério Piccinin correu a regata a bordo do Devaneio, na classe Bico de Proa A. E, como o moderno barco de Eduardo Souza Ramos, o Devaneio também amargou uma velejada num campo minado. "Estávamos muito bem na regata, provavelmente em segundo lugar, quando paramos em um buraco de vento. Todo mundo que vinha atrás viu o buraco e nos passou", conta Rogério, depois de sua primeira regata. Depois de quase 16 horas de regata (o Mitsubishi levou 8h40), Rogério e o Devaneio cruzaram a linha de chegada, em quarto lugar.

Na regata, ele fez o álbum de fotos que você vê clicando sobre a imagem. Se você também fez as fotos do seu barco e quer nos mandar, envie um e-mail para editor@nauticaonline.com.br.

POR ROGÉRIO PICCININ
SEGUNDA, 07 DE JULHO DE 2008 - 19h07

Velejando em um campo minado

Antonio Alonso Jr
Clique na imagem para abrir o álbum de fotos da regata de Longo Percurso
"O Mitsubishi foi feito para andar. Para ele, ficar parado, é a mesma coisa que andar para trás". Essa é mais ou menos a síntese do que aconteceu no domingo com o Mitsubishi, na Semana de Vela de Ilhabela. Na flotilha de Ilhabela, o Mitsubishi só é menos veloz (pelo menos em teoria) do que o argentino Fortuna III. Mas essa vantagem significa também responsabilidade. Para vencer as regatas no tempo corrigido, o Mitsubishi tem a obrigação não apenas de chegar na frente de todos os outros (com exceção do Fortuna), mas também de abrir uma distância em relação a eles. Quanto maior o percurso da regata, maior a vantagem que o Mitsubishi precisa abrir.

Na Regata de Alcatrazes por Boreste, a primeira da Semana de Vela de Ilhabela, o Mitsubishi chegou na frente, abriu mais de 20 minutos sobre o segundo a cruzar a linha e mais de 43 sobre o Handycam, sétimo na chegada. Não foi o suficiente. Com um barco menor, o Handycam poderia chegar até alguns minutos depois que mesmo assim terminaria vencedor da regata. "Ser o barco mais rápido, nesse tipo de regata, é também um perigo", explica André Fonseca, o Bochecha, um dos táticos do barco. "É como andar em um campo minado, quem vai na frente descobre onde estão as bombas - do pior jeito, caindo nelas". Por mais de uma vez na regata, o Mitsubishi foi o barco que caiu num buraco sem vento, enquanto via os concorrentes se aproximar. O vento voltava, e era como se a regata começasse de novo, só que agora com os barcos muito próximos uns dos outros. A última "mina" estava a cerca de uma hora da chegada. Com isso, os Mitsubishi conseguiu abrir "apenas" 20 minutos de vantagem sobre o segundo colocado. Suficiente apenas para que o Mitsubishi terminasse em sexto lugar no tempo corrigido.

POR ANTONIO ALONSO JR
SEGUNDA, 07 DE JULHO DE 2008 - 09h18

Post inaugural

Neste ano, a novidade em nossa cobertura (e sempre há uma novidade) é este hotsite. Então vou deixar este post inicial para receber críticas, sugestões e idéias de pautas.

Bons ventos!

POR ANTONIO ALONSO JR
ORC INT. 500
1. Mitsubish Motors/Gol
2. Touche Super
3. Stella Artois
4. Sorsa III
5. Sony Handycam
ORC INT. 600
1. Ventaneiro
2. Triksu-Pier 26
3. Zeus
4. Wiki Wiki
5. Absoluto
ORC CLUB 700
1. Meubarconovo
2. Tango II
3. Max
4. Rajada
5. Oxigenio
RGS A
1. Nomad
2. 5 Los Niños
3. Atmosphera
4. Jylic - II
5. Quiricomba

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