Raios

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Por Gilberto Ungaretti.

O Brasil é o país onde mais caem raios do mundo, com aproximadamente 60 milhões de ocorrências por ano e cerca de 156 mil por dia. A incidência maior ocorre no verão, caracterizado pelos recordes de temperatura e pelas fortes chuvas.

Dos 3,15 bilhões de raios que caíram no mundo inteiro nos últimos 12 meses, 100 milhões foram registrados no Brasil. Nem o Cristo Redentor escapou. Um dos 1.109 raios que assolaram o Rio durante um temporal, em janeiro, atingiu a mão direita da estátua, tirando lascas em dois dedos — o polegar e o médio. As informações são do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Diante de tanto perigo, alguns cuidados especiais são fundamentais para evitar acidentes que podem render prejuízos, além de colocar em risco a sua vida.

 

Navegue tranquilo

Raios também caem sobre barcos? Sim, caem e fazem um bom de estrago. Somente nos EUA, 95 pessoas morrem anualmente vítimas de raios, 13% delas em pequenas lanchas de fibra ou de madeira. Daí a importância de saber como proteger a tripulação e o barco desse fenômeno natural.

Quando a queda de um raio se torna iminente, o ar ao redor fica com um cheiro característico de ozônio, os pêlos do corpo se eriçam e sente-se um leve formigamento da pele. Procure imediatamente uma proteção.

O melhor lugar para se proteger a bordo é a cabine. Se tiver de ficar fora para manejar o leme, ou se o barco for aberto, a dica é se abaixar, ficando de cócoras, em posição fetal, com as mãos protegendo a cabeça…

Aterrar o barco é a melhor maneira de evitar surpresas elétricas. Num veleiro, o mastro deve ser o primeiro a receber um aterramento efetivo, que pode ser feito com fio 4 ou com tira de cobre de 38 mm de largura, que ligue o mastro à quilha.

Para evitar danos nas pessoas e nos equipamentos, deve-se aterrar todas as partes metálicas da embarcação, como púlpitos, balaústres e lançador de âncora. Equipamentos como antenas de rádio VHF, rádio HF/SSB e GPS devem ser montados na targa, com aterramento separado dos demais sistemas…

Embarcações pequenas, como lanchas abertas, também podem ser atingidas pela fúria elétrica do céu. Para protegê-las, basta usar um pequeno mastro portátil com o aterramento correto. Por mais ridículo que pareça, ele funciona.

 

Foto: Shutterstock

 

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