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01/07/2010 - 10:04
Âncoras: Escolher o modelo correto é fundamental para uma boa atracação
Por Regina Hatakeyama
Da Náutica 235
Escolher o modelo correto de âncora para cada barco não é assim tão simples. Além de ter de prestar atenção no tamanho do barco para saber o tamanho da âncora, a profundidade do local também infuencia na quantidade de cabo que deverá ser usada. Confira abaixo algumas dicas para estacionar o seu barco com segurança.
• As âncoras do tipo Danforth costumam ser as mais eficientes, porque têm maior capacidade de fixação em relação ao seu peso. Quer dizer: são leves e seguram bastante.
• As amarras de corrente são as melhores, porque não se cortam nas pedras do fundo e, com o seu próprio peso, já diminuem o tranco das ondas na superfície, além de ajudar a âncora a unhar melhor o fundo. Mas elas só podem ser usadas em barcos com guincho e um lançador na proa, porque são pesadas e impossíveis de manusear apenas com as mãos.
• Âncoras funcionam melhor com manilhas em formato de ferradura, que dão mobilidade ao conjunto, sem arrancá-las do fundo.
• Para medir a amarra (e saber quantos metros você precisa para uma ancoragem segura, já que o ideal são cinco vezes mais do que a profundidade do local), faça marcações com cores diferentes, a cada dez metros. Se ela for de náilon, teça anéis ao longo dela, com um cabo bem mais fino, e com cores diversas.
• As amarras de corrente são as melhores, porque não se cortam nas pedras do fundo e, com o seu próprio peso, já diminuem o tranco das ondas na superfície,
• além de ajudar a âncora a unhar melhor o fundo. Mas elas só podem ser usadas em barcos com guincho e um lançador na proa, porque são pesadas e impossíveis de manusear apenas com as mãos.
• A maneira certa de puxar uma âncora de volta é posicionando o barco bem acima dela e tentando içá-la apenas com as mãos. Se não conseguir, amarre o cabo no cunho e dê ré, lentamente. Mas nunca passe com o barco por cima da âncora, para não forçar a haste dela, que pode não agüentar e arrebentar.
• Ao escolher a âncora, fique com uma que seja capaz de segurar um barco do tamanho do seu durante uma tempestade de verão, o que, no Brasil, significa ventos de até 40 nós. Para isso, você terá de utilizar uma âncora com o peso correto para o seu barco, e isso você pode saber consultando a tabela que todo fabricante de âncoras deve fornecer. Quanto mais pesada, mais ela irá segurar o barco, mas não esqueça que não se deve colocar muito peso a bordo, principalmente na proa.
• Guinchos de âncora servem apenas para liberar e puxar a amarra. Portanto, tenha também uma trava no convés, para suportar os trancos na corrente. Se não tiver a tal trava, amarre um cabo no final da corrente e prenda-o no cunho de proa. Tem o mesmo efeito e impede os trancos.
• É sempre bom ter uma âncora reserva a bordo. Ela servirá tanto para o caso de você perder a âncora principal (o que não é tão raro assim, por sinal) quanto para reforçar a ancoragem em locais mais críticos.
• Se não usar corrente na amarra, revista a ponta do cabo, próxima da âncora, com um pedaço de mangueira plástica. Isso evitará que a amarra seja cortada pelas pedras no fundo.
Para uma ancoragem nota 10
Onde fundear
Escolha um local bem abrigado de ondas, correntezas e ventos e com espaço suficiente para o barco girar totalmente sem tocar em nada. Prefira os fundos de areia, cascalho ou lama (evite as pedras) e ancore sempre contra o vento e a correnteza, para o barco não ser empurrado sobre a amarra, pois, com isso, pode enroscar-se no hélice, no leme ou na quilha.
Como ancorar
Jogue a âncora, dê ré, bem devagar, até não conseguir segurar a amarra com as mãos ou até que a corrente estique. Depois, desengate e solte pelo menos cinco vezes mais amarra que a profundidade do local. Por último, dê um toque na ré do motor, para saber se a âncora está mesmo firme no fundo.
Como içar
Posicione a proa do barco sobre a âncora e, se não conseguir puxá-la com as mãos ou com o guincho, passe a amarra pelo cunho e dê ré, bem devagar. Se o fundo for de pedras, talvez seja preciso mergulhar para soltá-la. Nunca, porém, passe com o barco sobre a âncora, porque sua haste pode entortar e quebrar.
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