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02/03/2010
Passeios, a nova moda entre os jet skiers
Os passeios de jet ski estão na moda mais do que nunca, e ao meu ver, vários aspectos, como o maior número de praticantes e principalmente pela evolução técnica e a confiabilidade dos jets mais modernos, permitem percursos mais longos com mais conforto e com a certeza que não que não irá quebrar e o passeio se transformar num pesadelo.
Quando o jet surgiu no Brasil no fim da década 80, mais incomodava do que andava. Isto por vários fatores que vão desde a nossa gasolina com álcool, solventes, etc, até o desconhecimento da máquina por parte dos mecânicos da época, que era novidade por aqui, falta de peças de reposição e pela própria limitação dos jets, que eram menores e por isso viravam muito mais fácil.
Eles eram utilizados para brincar por perto de onde se estava ou para fazer pequenos trajetos. Mas hoje a coisa mudou. A nova “moda” entre os que gostam de jet são os passeios, que têm acontecido por todo o país. Quase a toda semana noticiamos um passeio ou encontro de “jetskiers” em uma praia determinada ou outro ponto de encontro.
Neste fim de semana participei da 3ª volta a Ilha, organizada pelos amigos da Marina Píer 33, de Biguaçu –SC. O passeio saiu da marina, que fica no continente, em frente a Ilha de Santa Catarina, onde está localizada a cidade de Florianópolis, sentido norte por dentro da baía, para contornar a parte de fora da ilha no sentido norte/sul.
O dia não podia estar melhor. Quase sem vento, sol entre nuvens e temperatura agradável. Cerca de 60 jets partiram para a aventura ao redor da ilha em um percurso de cerca de 200 quilômetros. Com o mar deitado de liso, pequenos vagalhões de ondas davam tempero à pilotagem e quebravam a monotonia de navegar em águas lisas.
Depois de passar pelas praias do norte da ilha, (Daniela, Jurerê, Canasvieiras, etc) chegamos à deserta praia do Moçambique, 13 quilômetros até primeira parada para abastecimento no canal da Barra da Lagoa.. Não precisa dizer que o congestionamento no posto foi grande, mas aos poucos todos foram saindo e o novo ponto de encontro foi a ilha do Campeche. O lugar estava paradisíaco como sempre, água gostosa e transparente.
A turma se juntou, posou para a foto, e o passeio seguiu rumo sul. Foi o melhor trecho, quase sem vento, o mar continuava liso, mas com uma ondulação mais espaçada, na qual o jet chegava a sair levemente da água quando acelerava. Sensacional, o dia não podia ser melhor para compensar o último passeio que fiz no verão passado, com ventos fortes. Que sufoco que foi!
Na virada do Farol de Naufragados, uma breve parada para contemplar o local e entramos na baía sul da ilha, que estava uma piscina de lisa, como raramente fica. Aí o pessoal liberou a cavalaria dos motores e foi um pulo até as pontes que unem a ilha ao continente. Mais uma parada para fotos, e seguimos de volta para o Píer 33, onde desfrutamos de um almoço e todos se reuniram para confraternização e contar suas aventuras e contra tempos, que, aliás, é a melhor parte desses encontros.
Para ver as fotos do evento clique em www.pronautica.com.br
Tchau, te vejo em algum lugar por ai!
Tchello Brandão
Marcelo Brandão, o "Tchello" é pioneiro do Freeride no Brasil. Introduziu o Jet Waves no Brasil no mesmo ano em que a modalidade surgia na França e nos EUA. Atualmente é o presidente da IFWA, entidade que organiza o Freeride em todo o mundo.
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