Campeonato Brasileiro de Jet

Piloto paulistano Umberto Brito estreia com vitória na 29ª edição da competição de moto aquática

Acerte no motor

Saiba qual motor se adapta melhor ao tamanho do barco e ao uso que se vai fazer dele

Da Redação
24/03/2014
motores

Vai comprar uma lancha ou trocar o motor da sua? Então preste atenção nessas dicas e acerte no motor.

>>Quais as vantagens dos motores de popa, centro e centro-rabeta? E as desvantagens?

O motor náutico ideal é aquele que se adapta melhor ao tamanho do barco e ao uso que se vai fazer dele. Lanchas de até 23 pés pedem motores de popa, que são instalados fora do barco e, por isso, deixam o cockpit livre para acomodar as pessoas e permitem a navegação em águas rasas (porque podem ser levantados). Nos barcos acima dessa faixa, até os 40 pés, os motores de centro-rabeta, que podem ser a gasolina ou a diesel, são uma alternativa interessante. Eles ocupam parte do cockpit, mas permitem que a área da popa seja ampliada com uma plataforma, o que é bom para passeios, esqui e mergulho. Além disso, dão às lanchas um estilo mais bonito. Já os motores de centro, usados geralmente em barcos acima de 40 pés e movidos a diesel, são mais resistentes e confiáveis do que as rabetas, mas ocupam um bom espaço dentro do barco e não têm a mesma eficiência dos motores mais leves – raramente passam dos 35 nós.

>> Qual a motorização ideal para uma lancha esportiva?

Como o objetivo de quem procura por uma lancha esportiva (também conhecidas como offshore) é a velocidade, a escolha se resume aos motores de popa ou de centro-rabeta. É mais comum usar o primeiro tipo de motor em lanchas até 25 pés e o segundo em barcos maiores, em duas versões – a rabeta em Z, que é o modelo mais convencional, e a rabeta de superfície, com hélice trabalhando parte dentro d’água e parte fora, própria para águas menos profundas. Há ainda a motorização por hidrojato, cujo mecanismo fica inteiramente dentro do barco, o que permite navegar em águas bem rasas.

>> Como calcular a potência mínima de uma lancha?
Para lanchas pequenas, de até 23 pés, projetistas e fabricantes de motores indicam 1 hp para cada 10 kg do peso total como potência mínima. Em lanchas maiores, essa relação pode aumentar conforme o uso que se pretende fazer do barco. No caso de veleiros, em que o motor só é usado nas manobras de atracação e como propulsão complementar aos ventos, o cálculo é de 1 hp para cada 250 kg do peso total. Já em barcos deslocantes a motor, tipo trawlers, a potência mínima é de 1 hp por 125 kg.

>> O que é melhor: motor a diesel ou a gasolina?

Embora mais caros, os motores a diesel são, em média, 50% mais econômicos do que os movidos a gasolina, o que é uma boa vantagem em termos de conforto e maiores de segurança. Em regime de cruzeiro, um motor de popa de 200 hp, a gasolina, consome 36 litros por hora, enquanto um propulsor de igual potência, a diesel, gasta somente 24 litros por hora. Os motores a diesel também são mais duráveis, por serem construídos com peças de ligas metálicas especiais, para suportar a compressão mais alta nos cilindros. A vida útil de um motor a gasolina bem cuidado é de 1 500 horas, em média, equivalente a 15 anos de uso normal. Já um motor a diesel costuma durar o dobro disso.

>> Há algum cuidado especial a tomar na instalação dos motores?

No caso dos motores de centro e de centro-rabeta, é importante garantir a aeração adequada dentro do compartimento onde estão instalados. Eles precisam “respirar” para evitar um superaquecimento – que, além de comprometer o rendimento do motor, pode causar sérios danos. Guarde estes números: na entrada de ar dos motores, a área de ventilação dever ser de 5 cm2 por kW, sem exaustor; na saída de ar, o espaço para ventilação deve ser de 2 cm2 por kW, no mínimo, sem exaustor. No caso de motores de popa, não há problema, porque as entradas de ar são dimensionadas pelos fabricantes e estão inseridas no próprio capô do motor, em locais estratégicos que possibilitam a entrada de ar, mas não de água.

Texto: Marcio Dottori

Ilustração: Sandro Castelli

 

 

Curta a revista Náutica no Facebook e fique por dentro de tudo que acontece no mundo náutico

 

 

Compartilhe: